IBDD
Núcleo de defesa de direitos
Núcleo de esportes
Núcleo de mercado de trabalho
home
notícias
seja parceiro
acessibilidade
apoio à pessoa
fale conosco
prêmios
Item: IBDD - Notícias

 

Foto: Divulgação

O atleta Brian Muñiz segura um diploma concedido pelo Rio Quad Rugby para homenageá-lo pela participação no Intercâmbio Brasil-Estados Unidos

Rugby em cadeira de rodas

Intercâmbio entre Brasil e Estados Unidos em Deodoro

No sábado passado, dia 23, a Vila Olímpica Dias Gomes, mais conhecida como Piscinão de Deodoro, foi palco do Intercâmbio Brasil/Estados Unidos de Rugby de Cadeirantes. Brian Muñiz, atleta do Chicago Bears, ministrou aulas práticas e teóricas. Ele falou da alegria de poder divulgar o esporte no país.

“Encontrei uma razão para viver. Esse trabalho me emociona, pois é algo que tenho muita dedicação e carinho”, afirmou Brian. Sobre as possibilidades do Brasil no esporte, ele explicou que o país pode ter destaque em dois anos. O jogador-professor gostou muito do desempenho de Mansur, atleta do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). 

Presidente do Rio Quad Rugby Clube, Jefferson Maia falou sobre o começo das atividades de seu clube. “O Brasil foi convidado para fazer algumas partidas de exibição nos Jogos Mundiais de Cadeira de Rodas e Amputados – Tributo à Paz (realizado no Rio em setembro de 2005) e tentamos algo para montar o clube. Porém, apenas concretizamos nosso projeto em 2007. Recebemos doações das cadeiras de rodas e conseguimos esse espaço na Vila Olímpica Dias Gomes para atividades todos os sábados”, contou Jefferson, que também destacou o começo do trabalho em Deodoro.

 “Antes, os treinos tinham apenas a minha presença, do Ricardo Prates (vice do Rio Quad Rugby Clube) e do Carlos Sigmaringa”, disse.

Para ele, qualquer esporte voltado ao deficiente é importante. Porém, o rugby tem um valor especial. “O rugby é específico para pessoas com lesões altas. Por exemplo, um tetraplégico não joga basquete de cadeirante e pode ‘fazer’ rugby. O nosso esporte atende a um público que ainda fica um pouco à margem do paradesporto”, afirmou.

Já o vice do Rio Quad, Ricardo Prates (cadeirante), explicou sobre a importância do esporte na vida das pessoas com deficiência. “Como professor de educação física, considero fundamental o treinamento em Deodoro. Além disso, eu e o Jefferson fomos convidados para seminários sobre a inclusão de deficientes na sociedade em algumas faculdades. Nós falávamos também do rugby e do clube”, verbalizou Ricardo, que participou ao lado de Jefferson Maia dos Jogos Mundiais de 2005, no Rio.

Moisés Santana, professor de Educação Física e fisioterapeuta, indicou o esporte a Prates, que acabou participando dos Jogos de 2005, como atleta e integrante da comissão técnica.  

O intercâmbio em Deodoro foi dividido em três partes. A parte prática aconteceu entre 8h30 e 11h30. A teórica foi de 12h30 às  14h. Já a conclusão foi até 16h.

 

Rio, 26 de fevereiro de 2008