Paraolimpíadas 2008
Futebol de 7 na estrada correta
A preparação da seleção em reportagem do SporTV News de 03/03/2008
(Clique aqui e veja a reportagem)
Transcrição:
Vanessa Riche – Futebol de 7 já treina em busca de um bom resultado nas Paraolimpíadas de Pequim. A equipe levou ouro no Parapan, mas deixou a desejar no Campeonato Mundial. Agora quer voltar a brilhar na China.
Bruna Gosling – Arrumar as peças e refazer a estratégia. Assim o técnico Paulo Cruz espera reerguer o time e apagar a lembrança de quarto lugar no Mundial de 2007, que aconteceu no Rio de Janeiro. A equipe perdeu a disputa do bronze para a Ucrânia.
Paulo Cruz – Eu acho que o Parapan, para a cabeça deles, acabou metendo um salto alto. Então eles tiveram um nível muito baixo no Parapan e não se prepararam da maneira adequada para o Mundial. Mas foi dessas pancadas que chegam no momento certo para recolocá-los no trilho da estrada correta.
Bruna – A estrada correta só tem um destino. O ouro paraolímpico inédito. Para dar início à caminhada, a primeira convocação do ano reuniu 19 jogadores com paralisia cerebral. Mas apenas 12 vão conhecer o Oriente. Até lá, umas aulinhas sobre a cultura chinesa vão cair bem.
Wânderson – Arigatô (risos).
Paulo – Eu acho que a gente vai ter que aprender mandarim um pouco, no mínimo.
Bruna – Bom, se Wanderson precisar, Márcia pode dar uma ajudinha. Como guia turística, ela é uma ótima fisioterapeuta.
Márcia Fernandes – Os atletas falaram: “Pôxa, Marcinha, sair com você não é um passeio, é uma aventura!” (risos).
Bruna – Por muito pouco não ficou ilhada na Grécia.
Márcia – Quando eu cheguei lá, na ilha tão sonhada, eu falei assim: “Antes de a gente passear, vamos comprar o bilhete de volta!”. Só que não tinha bilhete de volta.
Bruna – Paulo ainda vai fazer 3 pré-convocações até o final de maio, quando a equipe que vai para Pequim será definida. Até lá ninguém está garantido. A briga por uma das 12 vagas só tende a aumentar. O que para o técnico é uma disputa saudável.
Paulo – Todos eles de alguma maneira vão estar brigando por uma posição. Então, sabendo que tem um atrás querendo também estar lá em Pequim, isso é proveitoso em todos os aspectos, né?
Bruna – A experiência é o grande trunfo do goleiro Marcão e de Adriano Biggi. Os dois defendem a seleção desde as Paraolimpíadas de Atlanta, de 96. Exibem maturidade e fair play para incentivar os novatos como Wanderson, que estreou na seleção há 3 meses.
Adriano – A gente vai dar força para eles também continuarem no grupo porque a gente está ficando velho.
Marcão – Quem dos 12 que for bem escolhido aqui, vai ser bem escolhido e vai representar bem o Brasil.
Paulo – Em Sydney nós fomos bronze, em Athenas fomos prata. Se seguir a ordem natural das coisas... Mas vamos chegar sim.
Wânderson – Vou trabalhar bastante, vou trabalhar firme para isso e, se Deus quiser, vou estar lá sim, representando o Brasil e trazendo a medalha de ouro, com certeza!
Rio,12 de março de 2008 |