
Paraolimpíadas 2008
Futebol de 7 a caminho de Pequim
Paulo Cruz, técnico do IBDD e da seleção brasileira dá entrevista à TV Brasil
(Clique aqui para assistir à reportagem)
Transcrição:
Lavínia Ferraiolo – Boa tarde. O Futebol de 7 já treina em busca de um bom resultado nas Paraolimpíadas de Pequim. A equipe levou ouro no Parapan e agora quer voltar a brilhar na China. Para sabermos como está a preparação desta equipe, convidamos o técnico da seleção de futebol de 7, Paulo Cruz.
Lavínia – Qual foi a experiência que você tirou do Parapan?
Paulo Cruz – A experiência foi muito positiva, até porque surgiram novos atletas, que estão junto com os outros que já vêm há algum tempo participando dessa equipe e sonham em participar das Paraolimpíadas de Pequim.
Lavínia – Agora, o que você vai usar como estratégia para conseguir o ouro em Pequim?
Paulo – O mesmo e habitual treinamento físico, técnico e tático. Sem dúvida nenhuma nós precisamos de muita garra e muita determinação para podermos superar os nossos grandes adversários, que com certeza estaremos enfrentando em Pequim.
Lavínia – Quais serão os nossos grandes adversários?
Paulo – Os grandes adversários são Ucrânia, Rússia e Irã. Esses são três que vão, com certeza, nos oferecer maiores dificuldades nessa busca pela medalha de ouro.
Lavínia – E quais são os critérios que você usa para formar uma equipe?
Paulo – São sempre, naturalmente, aqueles atletas que apresentam um índice técnico bem alto. Mas também o compromisso, a responsabilidade, aqueles atletas que realmente estão dispostos a fazerem todo o sacrifício necessário e possível para que a gente seja vitorioso na Paraolimpíada. Nós estamos com 19 atletas em treinamento e desses 19, 12 serão escolhidos para participar da relação final que vai estar em Pequim.
Lavínia – Quantas equipes vão competir em Pequim?
Paulo – Além do Brasil, outras sete equipes estarão presentes na Paraolimpíada: China que é o país sede, Ucrânia, Rússia, Irã, Grã-Bretanha, Irlanda e Holanda.
Lavínia – E a nossa equipe é formada por quantos atletas?
Paulo – Desses 19 atletas que estão em treinamento lá na Vila Militar, 12 serão relacionados para disputar as Paraolimpíadas.
Lavínia – Quer dizer, na final vão 12. Desses 12 estão incluídos os que vão ficar no banco?
Paulo – Sim, nós jogamos com 7 atletas em campo e os 5 formam os suplentes.
Lavínia – Vocês têm jogadores mais velhos, mais experientes. Você acha que isso conta na hora da seleção ou não?
Paulo – A experiência é, sem dúvida, fundamental. Nós temos atletas que estão indo para a quarta Paraolimpíada, para você ter uma idéia. A experiência é muito importante para que os atletas novos possam também ter uma segurança, mas sem dúvida nenhuma o atleta, se ele já estiver com uma idade um pouco mais avançada, mas ele não obedecer aos critérios físicos, aí realmente não dá para ele estar acompanhando o ritmo do grupo.
Lavínia – E a média, é qual?
Paulo – A nossa média está bem baixa pela chegada de dois atletas muito novos, então a média do grupo atual está por volta de 24 anos.
Lavínia – O atleta que estiver interessado em tentar fazer parte desta equipe, ele pode ir te procurar ou não?
Paulo – Sim, através do site da nossa associação nacional de desporto para deficiente, a ANDE, é www.ande.org.br . Ou através do telefone (21) 2220-1314.
Lavínia – Porque ainda está em tempo.
Paulo – Na verdade, nós estamos na reta final de definição da equipe, da relação para Pequim. Mas temos várias outras atividades ainda esse ano e no ano que vem e nos anos seguintes também.
Lavínia – É, quem sabe, né, Paulo? Muito obrigada pela sua participação aqui no nosso jornal.
Paulo – Eu que agradeço a oportunidade.
Lavínia – E para você, uma boa tarde e um excelente final de semana.
Rio,17 de abril de 2008 |