Paraolimpíadas 2008
Eduardo Paes é campeão brasileiro meio-leve
Judoca de 40 anos está classificado para os Jogos de Pequim
PAULO VITOR FERREIRA
Eduardo Paes. Esse nome significa força de vontade, dedicação, esforço, superação e muita garra. O experiente judoca do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que completará 41 anos no dia 29 de junho, mostrou sua técnica apurada e foi campeão brasileiro da categoria meio-leve, em São Caetano do Sul-SP, após vencer cinco de seis lutas. Detalhe: Eduardo era de outra categoria, a leve, até os Jogos Parapan-Americanos do Rio-2007. Após essa competição internacional, o atleta ainda ficou lutando contra várias lesões durante cinco meses.
Com lesão no nervo óptico, Eduardo (classe B2) pensou até em abandonar o esporte, mas recebeu o apoio de toda a equipe da ONG, atletas e comissão técnica, principalmente da Superintendente Teresa Costa d’Amaral e do gerente de Esporte Matias Costa.
“Teresa e Matias me deram toda a ajuda possível. Sou muito grato a eles. Pensei em encerrar a carreira, mas os dois me incentivaram muito e resolvi continuar. Chegaram até a comentar que eu teria o mesmo apoio se resolvesse parar”, agradeceu o campeão.
Para Eduardo, foi muito difícil migrar para outra categoria. No meio-leve, os atletas são muito mais rápidos por causa do peso menor. “Foi até bom acharem que sou velho porque cheguei lá e consegui. Experiência e humildade contam muito. Estava concentrado. O triunfo veio através de um conjunto de fatores: empenho, trabalho e amigos”, explicou com bom humor, uma de suas características.
Talvez, o principal adversário tenha sido a balança. Em dois meses, perdeu quase 7 kg para competir. “Tive de fechar a boca. Pedia para a família esconder o biscoito, o doce e o refrigerante. Ficava vendo os amigos comerem muito e não tinha como acompanhá-los. Acabei não aceitando mais nenhum convite para almoçar”, brincou Eduardo, que rasgou elogios ao trabalho da nutricionista Flávia Figueiredo.
Segundo o atleta cego Roberto Paixão, terceiro colocado na categoria ligeiro no Brasileiro, Eduardo é um exemplo. Para ele, o judoca tem muito a ensinar. “Eduardo Paes é dedicado e um atleta de grande seriedade”, afirmou Paixão. Eduardo também mostrou respeito pelo camarada. “Roberto pode lutar contra qualquer atleta sem deficiência”, disse.
Chiquinho é a revelação
Francisco Ananias pratica judô há apenas dois anos no IBDD. Em sua primeira competição, Chiquinho (como é carinhosamente chamado) conquistou uma honrosa medalha de bronze na categoria meio-médio no Grand Prix Brasil. “Fiquei muito feliz com o resultado. Treinarei para superá-lo na próxima competição”, afirmou um dos heróis da ONG.
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O Esporte do IBDD é patrocinado pela

Rio, 26 de maio de 2008 |