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Item: IBDD - Notícias

 

 

Mercado de trabalho para pessoas com deficiência

Duas entrevistas recentes de Andrei Bastos sobre inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho:

- À Rádio Trianon (SP), em 25/06/2008.
(Clique aqui para fazer download da entrevista)

Transcrição:

 

Calazans – Procuram-se trabalhadores para vagas com carteira assinada. Opa, já é complicado, né? Procuram-se trabalhadores? Não é o trabalhador que está procurando emprego, são as empresas que estão procurando trabalhadores para vagas com carteira assinada. E só se exige uma coisa: Tem que ter algum tipo de deficiência. No país onde o emprego formal está entre as coisas mais desejadas no mercado, tem empresário reclamando que possui vagas com carteira assinada para oferecer e não consegue profissionais para preenchê-las. A peculiaridade é que os postos são destinados às pessoas deficientes para atender a lei que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a reservarem de 2% a 5% das vagas para portadores de necessidades especiais. “Muitas empresas estão com vagas abertas e não conseguem contratar por várias razões. É difícil encontrar portadores de necessidades especiais qualificados. O tipo de necessidade tem que ser compatível com a função. E muitos não querem ter emprego formal por medo de perder benefício do INSS. Há uma disputa muito grande por esses profissionais e as empresas estão fazendo leilão, oferecendo salários maiores para tirar a pessoa deficiente de outra empresa”. Isso é o que diz Alfredo Porto, diretor de recursos humanos. A mineira Fernanda Magalhães, de 41 anos, é um exemplo dessa situação. Por causa de problemas no parto, ela tem uma deficiência motora nas pernas que exige o auxílio de uma bengala para caminhar. Diz ela: “Trabalho como telefonista, recepcionista e atendimento ao público. Só em esquema de estágio ou contratada por prazo determinado, que não assine a carteira. Não posso aceitar nada que assine a carteira porque senão perco a pensão vitalícia que vou receber de meu pai quando ele morrer”. Olha o rolo! Por outro lado, as entidades que representam os portadores de necessidades especiais argumentam que o maior obstáculo é a falta de interesse das empresas em contratar esses trabalhadores. Então, está um rolo. Quem é que tem a razão eu não sei. Sempre todo mundo tem uma parte da razão. Pelo que a gente está vendo aqui, parece que deve existir essa coisa mesmo de ninguém querer carteira assinada para não perder os seus privilégios, INSS, não sei o quê, disso e daquilo. Mas por outro lado, eu queria muito ouvir esse lado das pessoas com deficiência, para que eles possam dizer o que está acontecendo. Então vamos tentar falar com o Andrei Bastos, que é integrante do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lá no Rio de Janeiro. Boa tarde, Andrei.

Andrei – Boa tarde, Calazans, boa tarde ouvintes.

Calazans – Andrei, conta um pouquinho pra gente desse angú aqui. Porque os empresários estão dizendo o seguinte: está cheio de vaga e eles não conseguem trabalhadores com deficiência porque, na maioria das vezes, eles não têm os requisitos da função e, outras vezes, não querem carteira assinada para não perder privilégio do INSS ou disso, ou daquilo. E por outro lado, o lado de cá dos trabalhadores, diz que não é nada disso, que as empresas estão fazendo corpo mole. O que está acontecendo, Andrei?

Andrei – Bom, Calazans, na verdade é um pouco de cada coisa. Existe o desinteresse por parte das empresas, porque empregar uma pessoa com deficiência é realmente um pouco complicado. Porque é complicado?  Em primeiro lugar, porque as pessoas com deficiência de um modo geral não têm como chegar ao trabalho, assim como não têm como chegar à escola, aos lugares todos porque o sistema de transporte público não é acessível. Então isso já cria um problema terrível. Nós aqui no Rio vivemos uma história que ilustra bem essa situação, de um rapaz, pai de família, que usa cadeira de rodas e teve que renunciar a um emprego na Light, no Centro da cidade, porque não tinha como ir.

Calazans – Não tem como chegar lá?

Andrei – Já um outro rapaz, esse com 21 anos, tetraplégico, passou no vestibular para Ciência da Computação na UFRJ, também morador de Campo Grande como o outro, e não tinha como ir. O IBDD entrou com uma ação na Justiça e ganhou o direito de a Prefeitura pagar o transporte para esse rapaz freqüentar as aulas. Mas isso é uma exceção, isso não resolve o problema. Então, na base de toda a dificuldade está a não adequação do sistema de transporte público, e isso dificulta a ida do deficiente para o trabalho. Esse é um problema que as empresas enfrentam, assim como todas as outras coisas. Agora, as pessoas com deficiência que adquiriram uma deficiência no decorrer da vida, como eu, por exemplo, que tive que amputar a minha perna já aos 53 anos de idade, eu já tinha qualificação profissional, já tinha estudo, já tinha tudo. Então, esse grupo de deficientes que teve oportunidade de se formar e estudar, ele é realmente disputado pelas empresas porque ele tem qualificação. Mas a grande maioria das pessoas com deficiência, elas nascem, até por problemas de parto, e não têm a oportunidade de estudar. E é essa a questão. Então as empresas ficam pedindo profissionais com qualificação que eles não vão encontrar nem entre os profissionais sem deficiência.

Calazans – Ah, tá. Quer dizer, é um pouco de tudo né, Andrei?

Andrei – É um pouco de tudo. Agora, a história começa resolvendo a questão do sistema de transporte, porque com isso a pessoa com deficiência vai chegar à escola, vai fazer os seus cursos profissionalizantes e vai poder se empregar.

Calazans – Olha, muito bem, e você veja como a solução é simples. O sistema de transporte, isso é uma canetada do governante. Ué, você, quando tem seu filho pequeno, não tem uma perua que vai pegar o seu filho? Porque uma empresa não pode ter uma perua pra pegar?

Adriane – Calazans, não é tão simples assim, ia ser maravilhoso se fosse simples assim, mas a população não tem transporte, Calazans.

Calazans – Não, não é isso que eu estou dizendo. Por exemplo, o seu filho vai para a escolinha. Você não contrata perua que pega seu filho, pega um lá, pega outro acolá e assim por diante? Porque as empresas não podem fazer um esquema de transporte desse tipo? É simples, não é Andrei?

Andrei – As empresas até podem fazer isso, mas na verdade a responsabilidade é do poder público que é o poder concedente. As empresas de ônibus são concessionárias, elas prestam serviços. Então, na hora de fazer uma licitação, como estão querendo fazer agora aqui no Rio de Janeiro, a Prefeitura coloca uma condição. “Olha, vocês só podem concorrer a essa licitação se apresentarem veículos acessíveis”, por exemplo.

Calazans – Aqui em São Paulo isso já está sendo feito, viu?

Andrei – Pois é, eu sei. Aliás, São Paulo está de parabéns por essa iniciativa.

Calazans – É uma lei inclusive da Mara Gabrilli.

Andrei – É isso mesmo.

Calazans – Agora eu acho que além do Estado, Andrei, o Estado tem a obrigação mesmo, você tem toda a razão. Mas se a gente ficar esperando o Estado, a gente sabe como é que funciona, né? É muito mais fácil as empresas que têm objetivos, querem colocar, querem participar disso, isso se resolve em um minuto.

Adriane – Mas Calazans, você também está falando de empresas grandes. Eu trabalhei, por exemplo, na rede Manchete e tinha um transporte da rede Manchete para os funcionários que saíam depois de uma determinada hora.

Calazans – Não tinha?

Adriane – Tinha.

Calazans – Então, são empresas com mais de 100 funcionários Adriane.

Adriane – Empresas grandes.

Calazans – Empresas com mais de 100 funcionários, que têm que ter essa cota. Quer dizer, uma empresa com 100 funcionários não é um buraquinho, né?

Andrei – Calazans, transporte para funcionários muitas empresas oferecem, até para funcionários sem deficiência. A Petrobras, O Globo têm esse serviço.

Calazans – O que me espantou na sua informação, Andrei, o que me espantou não, nem passou pela minha cabeça, foi que o problema começa no transporte, né? E você tem toda a razão, é isso mesmo.

Andrei – É porque se existir um sistema de transporte público acessível, o profissional que já é qualificado vai chegar ao trabalho sem dificuldades. Aquele que não é qualificado, que é uma criança, que nasceu com uma deficiência, teve uma poliomielite, ele vai poder chegar à escola, vai fazer o seu curso regular direitinho, vai fazer depois a sua faculdade, e por aí vai. O que as empresas precisam fazer também nesse momento é mudar a sua atitude e encarar, e se juntar às pessoas com deficiência nesse esforço para pressionar o poder público para resolver essa questão do sistema de transporte. E também, vamos dizer assim, mudar o seu comportamento e fazer cursos de qualificação profissional dentro das suas instalações.

Calazans – Isso mesmo, está certíssimo. Você tem toda a razão do mundo. Andrei, meu querido amigo, obrigado por você ter participado, viu?

Andrei – Calazans, eu que agradeço. Agradeço em meu nome e em nome do IBDD, que se coloca à disposição das pessoas com deficiência brasileiras. Posso dizer o nosso telefone?

Calazans – Faz favor.

Andrei – É (21) 3235-9290. A pessoa com deficiência que quiser cadastrar o seu currículo no nosso banco de currículos, porque nós intermediamos essa relação entre o profissional com deficiência e as empresas.

Calazans – Bacana, Andrei, muito obrigado. Parabéns pela caminhada. Um forte abraço.

Andrei – Parabéns a você Calazans pela iniciativa.

Calazans – Muito obrigado, querido.

***

- À Rádio Nacional AM (RJ), em 27/06/2008.
(Clique aqui para fazer download da entrevista)

Transcrição:

 

Luciana Valle – O programa Mercado Novo sempre traz à tona, aqui, à discussão, a questão da inclusão dos portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho, mas com experiências bastante positivas. Na semana passada conversávamos sobre uma empresa da região metropolitana de São Paulo que já bateu a cota de contratação de funcionários com necessidades especiais, mas parece ainda que no Brasil é realmente uma exceção. A lei de cotas, que estabelece um percentual de 2% de contratação para empresas de 100 a 200 funcionários. 3% para empresas entre 200 a 500 funcionários. 3% de contratação para empresas que tenham entre 500 a 1.000 funcionários, e um percentual de 5% para empresas com mais de 1.000 empregados nos seus quadros. Essa é a lei de cotas estabelecida pelo governo federal para as contratações nas empresas do país. Vamos conversar com Andrei Bastos, do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, instituto aqui do Rio de Janeiro que batalha pela construção dessa cidadania, luta pelo fim da exclusão e tenta promover a justiça social para esse segmento da população dos portadores de necessidades especiais. Andrei Bastos, bem-vindo ao programa Mercado Novo.

 

Andrei Bastos – Muito obrigado pelo convite Luciana, tudo bem?

 

Luciana – Tudo bem, você pode me ouvir bem?

 

Andrei – Muito bem.

 

Luciana – Então tá. Andrei, a gente ouve vez ou outra aqui no programa aquela desculpa dos empresários, que não encontram mão de obra qualificada entre as pessoas com deficiência para contratação. Colocam anúncios de vagas e não conseguem cobrir essas vagas. Onde está realmente o hiato das oportunidades que aparecem e dos portadores de necessidades especiais que estão prontos para trabalhar? É falta de interesse?

 

Andrei – Bom, Luciana, existem problemas de toda a ordem. Existe, de um modo geral, a falta de interesse por parte das empresas. Como você disse bem, isso que acontece em São Paulo é uma exceção. Mas nós vivemos um problema, que é o problema fundamental, que é o problema principal para a inclusão da pessoa com deficiência de um modo geral, no trabalho, na educação, no lazer, que é a falta de acessibilidade do sistema de transporte público. Ou seja, sem o sistema de transporte público acessível, como é que os profissionais com deficiência vão chegar no trabalho? Da mesma forma que vão chegar na escola, enfim.

 

Luciana – É um problema estrutural.

 

Andrei – A questão do transporte público precisa ser resolvida para que todas as outras questões da inclusão da pessoa com deficiência sejam resolvidas.

 

Luciana – E começa no acesso à educação, não só aos grandes centros urbanos e ao trabalho, às empresas, mas lá atrás, né?

 

Andrei – Exatamente, porque existem profissionais com deficiência qualificados, porque quando uma pessoa adquire uma deficiência no decorrer da vida, ela já teve oportunidade de estudar, de se qualificar profissionalmente. Esses profissionais são até disputados pelas empresas agora, com essa necessidade de cumprimento da lei de cotas. Mas o maior problema, exatamente porque o maior contingente é de pessoas com deficiência que já nascem com alguma deficiência, no Brasil a grande maioria por problemas de parto, por causa da baixa renda. Então, as pessoas não têm partos adequados, e essas pessoas já nascem sem a oportunidade de obter educação, de obter qualificação profissional. E esse contingente é que precisa ser incorporado ao mercado de trabalho, e para isso o sistema de transportes públicos precisa ser acessível.

 

Luciana – A pessoa que, já na fase adulta, na idade adulta, num acidente ou em alguma situação parecida, perde um membro, perde a sua capacidade motora, ela tem mais chances em virtude desse percurso que ela cumpriu de educação, de acesso ao ensino e de uma preparação para o mercado de trabalho. De fato, a dificuldade é para quem nasce já com a deficiência.

 

Andrei – Ou adquire muito cedo, né? Ela perde a chance de obter essa qualificação, de estudar. Aqui mesmo no IBDD nós ganhamos recentemente uma causa na Justiça que garantiu o direito de um jovem de 21 anos de idade, morador de Campo Grande, que é tetraplégico e foi aprovado no vestibular pra Ciência da Computação da UFRJ e não tinha como freqüentar as aulas. O IBDD entrou com uma ação na Justiça e ganhou liminarmente, obrigando a Prefeitura a providenciar o transporte. A Prefeitura está pagando um táxi para ele ir às aulas todo dia. Mas isso é uma exceção, né, Luciana? A gente não pode agora, vamos dizer assim, abrir milhões de ações na Justiça para que cada pessoa com deficiência seja atendida desse modo.

 

Luciana – Seria ideal. Ainda que através de ações judiciais, garantir o acesso de quem estudou, conquistou a vaga, e tem que cursar o ensino superior pra se profissionalizar, para conquistar o mercado e a profissão que deseja.

 

Andrei – É, nós esperamos que essa ação, assim como muitas outras que nós ganhamos - nós ganhamos também uma ação pela acessibilidade nos prédios públicos, uma ação contra a União, o Estado e o Município, e a juíza já determinou multa e tudo mais. Esperamos que essas ações sejam exemplares, que elas façam com que a sociedade, com que o poder público tome as devidas providências porque, da mesma forma que esse jovem teve essa dificuldade para estudar, um outro rapaz, esse já com 2 filhos, paraplégico, de Campo Grande também, teve que renunciar a um emprego no Centro da cidade porque não tinha como ir para o trabalho.

 

Luciana – São casos corriqueiros. Vamos falar sobre a atuação do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, IBDD. Essa atuação, Andrei Bastos, ela está restrita ao Estado do Rio de Janeiro?

 

Andrei – Sim, quer dizer, nós atendemos a pessoas do Brasil inteiro no nosso banco de currículos, porque o IBDD atua em três áreas. Área de mercado de trabalho, intermediando essa relação entre o profissional com deficiência e as empresas. Nós temos um banco de currículos, e aí eu quero até aproveitar para pedir aos ouvintes que enviem os seus currículos por meio do nosso site, que é www.ibdd.org.br, ou mesmo por telefone e vejam outra maneira de cadastrar os seus currículos. O nosso telefone é 21 3235-9290. Dessa forma nós encaminhamos mão-de-obra para o mercado de trabalho. O IBDD também atua na defesa dos direitos como um escritório de advocacia normal, atendendo as pessoas com deficiência, e também na luta dos direitos coletivos como essa questão da acessibilidade nos prédios públicos. E por último, o IBDD atua na área de esporte, também como clube. As pessoas podem vir aqui e praticar uma das modalidades oferecidas, mas também temos um grupo de atletas de alto rendimento, medalhistas de outro das paraolimpíadas e agora pretendemos ganhar muitas medalhas em Pequim.

 

Luciana – Com certeza. Vamos falar aqui das parcerias do instituto. Como é que o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência hoje consegue levar a diante todos esses projetos?

 

Andrei – Bom, o IBDD mantém parcerias com grandes empresas, mais de 200 empresas, prestando serviços de alocação de mão-de-obra e prestando serviços de assessoramento nessa área de acessibilidade, de adequação da estrutura, tanto física quanto de atitude, em relação à pessoa com deficiência nas empresas. Nós temos parceiros muito importantes, tanto na área das empresas públicas como na área das empresas privadas. Nós temos Furnas, nós temos Petroflex, nós temos Michelin e a TV Globo também. Nós formatamos cursos profissionalizantes, muitas vezes sob encomenda para essas empresas. Como, recentemente, nós oferecemos um curso de alfaiataria para a TV Globo.

 

Luciana – Quer dizer, os cursos são permanentes dentro do instituto?

 

Andrei – Os cursos são permanentes. Nós oferecemos esses cursos, vale ressaltar que são cursos gratuitos para pessoas com deficiência, como todo atendimento para pessoa com deficiência é gratuito. Nós temos atualmente 17 cursos funcionando, 245 pessoas matriculadas, e no primeiro trimestre já atendemos a 71 empresas. Quer dizer, encaminhamos agora, no primeiro semestre, 400 pessoas para o mercado de trabalho.

 

Luciana – Tá ótimo. São 17 cursos gratuitos oferecidos no Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência aqui no Rio de Janeiro. Vamos deixar novamente o telefone de contato, código 21 3235-9290. Cursos para os portadores de necessidades especiais e o encaminhamento profissional também através do envio de currículo, além de preparação, orientação para o mercado de trabalho, também orientação jurídica, há o núcleo de esporte também, para prática das modalidades esportivas. Todo o apoio necessário aos deficientes aqui do Rio de Janeiro através do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O Andrei Bastos é o coordenador de comunicação social do instituto nos dando essa entrevista. Andrei, muito obrigada pelas informações, até a próxima oportunidade.

 

Andrei – Muito obrigado a você Luciana por me dar essa oportunidade. Eu espero que os ouvintes atendam à nossa convocação para o banco de currículos.

 

Luciana – Eu vou deixar novamente o endereço eletrônico, é www.ibdd.org.br. Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Andrei, um abraço.

 

Andrei – Um abraço, Luciana.

 

Luciana – Até a próxima.

***

O Globo Online, 24/06/2008:

TRABALHO

Desinteresse das empresas dificulta inclusão no trabalho

Defensores das pessoas deficientes dizem que falta boa vontade das empresas

Nice de Paula - O Globo Online

RIO - Mesmo reconhecendo as dificuldades das empresas para encontrar pessoas com deficiência na quantidade necessária ao cumprimento das cotas (2% para empresas de 100 a 200 funcionários; 3% para entre 200 a 500; 3% para as que têm entre 501 e 1000 e 5% para empresas com mais de 1000 empregados) as entidades que representam os portadores de necessidades especiais argumentam que o maior obstáculo é a falta de interesse das empresas em contratarem esses trabalhadores.

- Não há uma falta de mão-de-obra e sim uma dificuldade de fazê-la chegar ao local de trabalho e serem aprovadas. Eu recebo solicitações de empresas com tantas exigências que não conseguiria achar o profissional nem mesmo entre os não deficientes. A atitude das empresas precisa mudar - diz Andrei Bastos, do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência ( IBDD ).

(Clique aqui e leia a notícia completa no Globo Online)

 

Rio, 1º de julho de 2008