 |
Notícias policiais
Deficiente mental mantido em jaula e surdo preso devido a mal-entendido
Família mantinha deficiente mental em jaula
AGÊNCIA ESTADO
O deficiente mental Julio César dos Santos, de 30 anos, vivia em uma jaula de dois metros quadrados de área, gradeada, sem banheiro, no quintal da casa da família, na Travessa das Rosas, área pobre do município de Itapissuma (PE). Ele era mantido nu e sua comida, servida uma vez por dia em prato descartável, era colocada no chão, junto às fezes e urina, sem nenhuma higiene.
Ele foi descoberto por policiais do Grupo de Operações Táticas (Gote) que investigavam seu irmão, José Marcos Souza Santos, de 26 anos, ex-presidiário, suspeito de integrar um grupo de extermínio. O delegado Gilmar Rodrigues, que participou da operação, ficou chocado. "Era uma situação animalesca". O rapaz foi encaminhado a um hospital psiquiátrico em Paulista, próximo da região.
Marcos foi levado para o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, e vai responder por posse de munição - balas de espingarda 12 foram encontradas na sua casa - e por maus-tratos. De acordo com o delegado, Julio César vivia preso por determinação dele. Antes de habitar a jaula o rapaz vivia, desde criança, acorrentado à cama. Segundo os familiares, porque era agressivo.
Mal-entendido leva surdo para cadeia em Londrina
FERNANDO ARAÚJO – Jornal de Londrina
Um possível mal-entendido transformou a vida de Alexandre Oliveira Pontes, 20 anos, em um pesadelo na cidade Londrina, no Norte do estado. Desde o dia 21 de fevereiro ele está preso na carceragem do 2º Distrito de Polícia Civil – o mais lotado da cidade – acusado de ter cometido um assalto a uma loja na Avenida Duque de Caxias. O que tornou a situação incomum é o fato de que não existe prova contra ele. Mesmo os funcionários do estabelecimento atestaram, em depoimento, que o rapaz não cometeu nenhum crime.
Pontes é surdo e não fala. Ele foi preso por policiais militares dentro de um ônibus, minutos depois de ter deixado a loja, onde tentou comprar um achocolatado. As funcionárias disseram que estranharam o comportamento do rapaz – pelo simples fato de que ele não falou nada.
Segundo elas, a suspeita virou acusação após um cliente ter comentado que viu "um volume" por baixo da camiseta de Pontes. "Ele (cliente) disse que a gente poderia ter sido assaltado, porque viu uma arma com ele", disse a funcionária, que preferiu não se identificar.
|
|